Olá amigos, paz e bem a todos!
Continuando a nossa reflexão da Espiritualidade do Catequista, vamos ver como devemos cultivar a espiritualidade. Primeiramente, a espiritualidade nos leva a abraçar o compromisso apostólico, os sacrifícios de cada dia, inclusive as frustrações catequéticas, os riscos o cansaço e até simplificar as coisas complicadas.
Perseverar na oração torna-se cada vez mais um entrever-se com simplicidade e amor na presença amorosa de Deus. A oração é a respiração da vida espiritual. Desde que o Espírito Santo estabelece alguém em sua morada, a pessoa não pode mais parar de orar, pois o Espírito não cessa de orar nela. Santo Agostinho dizia que ”só paramos de orar se paramos de amar”. É muito comum que, por entusiasmo pelos trabalhos catequéticos, o catequista vá se afogando num ativismo, impedindo-o de ver as coisas de dentro, os problemas e as contradições existentes. A espiritualidade, pois, é uma experiência simples de Deus.
Nosso Deus não é um Deus isolado e solitário. É comunidade. Age, atua, cria, santifica e salva com comunhão trinitária. É necessário experimentar o Deus que nos cria e ama, que nos salva e caminha conosco e que nos santifica. Pai, Filho, Espírito Santo. “A unidade e a harmonia do catequista devem ser lidas na perspectiva cristocêntrica e construídas com base numa profunda familiaridade com Cristo e com o Pai, no Espírito” (DGG – 235).
. Presença: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Cor 3,16)
. Presença transformante: “Fomos batizados em um só Espírito, para formar um só corpo” (1Cor 12,13)
. Presença operante: “Todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (1Cor 12,3).
Nunca devemos esquecer que a espiritualidade do catequista é Bíblica. O catequista escuta com fé a palavra de Deus e está a serviço dela, como parta voz da Boa Noticia que se manifesta nos acontecimentos. Está no serviço profético em favor da Palavra, e anuncia com firmeza que Cristo ressuscitou.
A espiritualidade é também eclesial, litúrgica. O catequista acolhe com fidelidade, o mistério da Igreja, celebrando e testemunhando o mistério Jesus Cristo, participando com muito amor das festas litúrgicas, vivendo plenamente o ano litúrgico. A Igreja é também lugar do encontro sacramental com o Senhor vivo e Ressuscitado.
A espiritualidade, podemos dizer também que é Eucarística e mariana, que nos leva á uma transformação libertadora.
Finalizando esta reflexão, podemos afirmar com certeza que não é possível ter uma espiritualidade sem mergulhar, (como Jesus fez,) na realidade do povo e lutar junto com este povo, pela sua libertação. A catequese é o sangue novo da Igreja, merece toda atenção dos Padres, é preciso acompanhar os catequizando, não só nos grupos e nas salas, ele tem necessidade da presença do padre.
Afirmo de coração que quando somos capazes de sentar, estar com eles, e ouvi-los, as mudanças acontecem.
Partilho uma experiência da minha paróquia: No primeiro final de semana não há catequese na Matriz. Tiro este dia para partilhar com as equipes; cantar, preparar a liturgia da noite e do domingo, o resultado é compensador.
Tive também um retorno maravilho com os acampamentos nos finais de semana do mês de julho. O tempo depende da gente e a vontade também. Não basta cobrar das catequistas, é preciso fazer junto.
Um grande abraço. Paz e Bem. No próximo mês veremos como foi a espiritualidade de Jesus? |