31 de maio
Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças
Vamos conhecer a história da aparição de Nossa Senhora como Medianeira das Graças, conforme apresentado pelo Pe. Ernesto N. Roman, no seu livro "Aparições de Nossa Senhora – Suas Mensagens e Milagres" (Editora Paulus, São Paulo, 2001, pp. 82-84).
Em 1946, Nossa Senhora apareceu a Bárbara Ruess, em Pfaffenhafen, Marienfried, Alemanha. Aqui ela se apresentou como Medianeira de Todas as Graças. Pediu que os homens tivessem confiança no seu Imaculado Coração e que expiassem os pecados através da oração do rosário. A Virgem Maria se recusou a fazer milagres porque disse que estes dão aos homens apenas uma fé provisória, sem duração.
O bispo de Regensburg, a respeito destas aparições, declarou: "É uma mensagem de insólito testemunho que sintetiza quase tudo aquilo que foi dito nas aparições precedentes". O número de peregrinos, no local, tem aumentado. Desde 1966, caíram todas as restrições e em 1972, para atender as multidões que para lá se dirigem, foi construído um Santuário que foi inaugurado e bento pelo bispo auxiliar de Augusta, D. Schmidt.
Segundo os dados que temos, Nossa Senhora apareceu, desde o início, muito bela e amável, mas no seu rosto transparecia os sinais de grande dor. Ela lamentava que seus filhos a estivessem abandonando e por isso não podia conduzi-los a Jesus. Esta era sua maior dor. Em 25/5/46, ela deixou a seguinte mensagem: "Eu sou a grande Medianeira das Graças. Do mesmo modo que o mundo não pode encontrar a misericórdia junto ao Pai, a não ser pelo sacrifício do Filho, assim vós não podeis ser ouvido pelo meu Filho, a não ser através de minha intercessão. Cristo é pouco conhecido porque eu não sou conhecida. O Pai derramou o cálice da sua ira sobre os povos porque estes recusaram o seu Filho. O mundo foi consagrado ao meu Coração Imaculado, mas esta consagração tornou-se para muitos uma terrível responsabilidade. Eu peço ao mundo para que viva esta consagração. Tende uma confiança ilimitada no meu Coração Imaculado. Crede-me. Eu posso tudo junto de meu Filho. Colocai no lugar do vosso coração manchado pelo pecado o meu Coração Imaculado e então serei eu que atrairei a força de Deus, e o amor do Pai reproduzirá novamente em vós a imagem perfeita de Cristo. Escutai o meu pedido a fim de que Cristo possa logo reinar como Rei da Paz... Rezai e sacrificai-vos pelos pecadores. Oferecei por meu intermédio a vós mesmos e toda a vossa ação ao Pai. Colocai-vos totalmente à minha disposição. Rezai o rosário. Não solicitem somente bens materiais. Agora se trata de rezar por algo que vale muito mais. Não espereis milagres. Eu quero agir ocultamente como a Grande Medianeira das Graças. É a paz do coração que eu desejo vos conceder se fizerdes o que vos peço". Em 25/06/46, disse: "Oferecei muitos sacrifícios. Fazei da vossa prece um sacrifício. Não sejais egoístas. O que vale é só isto: oferecer ao Eterno glória e expiação. Se ficardes completamente à minha disposição, em tudo, providenciarei eu. Carregarei os meus filhos amados de cruzes pesadas...porque Eu os amo no meu Filho Imolado. Vos peço: estejais prontos a carregar a cruz a fim de que venha logo a paz". É sempre a Mãe preocupada com seus filhos. Solicita que a ajudem a salvar os homens através da prece e do sacrifício de expiação.
4 de Agosto São João Maria Vianney – Patrono dos Vigários
São João Maria Vianney ou Cura D'Ars nasceu em Dardilly, França, em 1786. Segundo seus biógrafos, não tinha muitos dotes pessoais. Desertou do exército napoleônico unicamente porque não conseguia acertar o passo com seu batalhão. No seminário não conseguia acompanhar os colegas no estudo e fazia uma confusão mental diante de uma simples página de filosofia ou de teologia. Ordenado sacerdote, foi enviado à uma insignificante aldeia, com cerca de 230 paroquianos. Era o coadjutor do padre Balley, daquele que, apesar de suas dificuldades em relação ao estudo, confiara nele e o havia preparado para o sacerdócio. Mais tarde João Maria Vianney tornou-se o cura d'Ars. Rezava, fazia penitência, pregava e fazia caridade, cumprindo zelosamente seu ministério sacerdotal. Permanecia horas e horas a fio atendendo confissões dos peregrinos que à ele acorriam de toda a parte da França, a fim de pedir orientações. Ars foi transformada por aquele que viria a ser o patrono dos vigários. Morreu no ano de 1858 |